Pandemia estabiliza preços. Rendas cresceram 0,2% no 2.º trimestre

No 2.º trimestre de 2020 a variação homóloga do valor da renda mediana de novos contratos foi marginalmente positiva (+0,2%) no país, menos 9,8 pontos percentuais (p.p.) que a taxa respeitante ao 1º trimestre.

As rendas das casas estabilizaram no segundo trimestre do ano, tendo registado um crescimento de 0,2%, naquele que foi o período mais marcado pelas medidas restritivas no sentido de conter a propagação do novo coronavírus, de acordo com os dados divulgados, esta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

“No 2.º trimestre de 2020 a variação homóloga do valor da renda mediana de novos contratos foi marginalmente positiva (+0,2%) no país, menos 9,8 pontos percentuais (p.p.) que a taxa respeitante ao 1º trimestre”, pode ler-se no relatório do INE. 

Tendo como referência os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, o comportamento da taxa de variação homóloga foi diverso embora na maioria dos municípios (17), incluindo os mais populosos, se tenha observado uma redução dessa taxa entre o 1º e 2º trimestre.

A redução foi superior ao padrão nacional em 10 municípios, nomeadamente, Setúbal (-20,2 p.p.), Almada (-17,0 p.p.), Matosinhos (-16,3 p.p.), Cascais (-15,7 p.p.), Lisboa (-10,1 p.p.) e Oeiras (-10,0 p.p.).

No 2º trimestre de 2020, houve mesmo uma redução do valor mediano das rendas face ao período homólogo em 12 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes.

Nas áreas metropolitanas destacavam-se com valores de novos contratos de arrendamento mais elevados e simultaneamente com diminuição homóloga de rendas medianas, os municípios de Cascais (com uma variação de -10,1%), Lisboa (-6,4%), Porto (-1,1%) e Oeiras (-0,1%).