Facebook e Twitter desmantelaram rede de desinformação russa

Os anúncios do desmantelamento pelo Facebook e Twitter surgem como resultado da colaboração com o FBI.

O Facebook diz que desmantelou uma rede de contas e páginas que faziam parte de uma operação de influência russa. A gigante tecnológica disse que a campanha estava ligada à Agência de Pesquisa da Internet da Rússia (IRA – siga em inglês), uma organização próxima ao governo russo e acusada de interferência nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, segundo a “BBC”.

O Twitter seguiu o exemplo da Facebook e também suspendeu cinco contas da mesma rede na sua plataforma. A operação gira em torno do PeaceData, que afirmava ser um site de notícias sem fins lucrativos em inglês e árabe. Ambas as tecnológicas responsáveis por duas das maiores redes sociais do mundo, disseram que a campanha alcançou um sucesso muito limitado.

Os anúncios do desmantelamento pelo Facebook e Twitter surgem como resultado da colaboração  FBI sobre o site PeaceData.

O Facebook disse que removeu 13 contas e duas páginas, que tinham como objetivo “direcionar o debate público nos Estados Unidos” e em outros países, incluindo Reino Unido e Egito.

A operação teve um alcance “muito pequeno”, com cerca de 14 mil contas a seguir uma ou mais das páginas removidas, disse o Facebook. A página em inglês tinha cerca de 200 seguidores.

As contas excluídas usavam nomes e fotos de perfil falsos, disse o Facebook, mas escritores reais freelancers e “involuntários” parecem ter escrito para o site PeaceData.

O Twitter, por sua vez, disse que suspendeu cinco contas “para manipulação de plataforma que podemos atribuir com segurança a atores estatais russos”. Acrescentam que o conteúdo criado pelas contas era “de baixa qualidade e spam, e a maioria dos Tweets dessas contas recebia poucos gostos ou partilhas”.

O IRA foi uma das três empresas russas indiciadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos como parte da investigação do advogado especial Robert Mueller sobre a alegada interferência russa na campanha eleitoral de 2016 nos EUA.

O ex-diretor do FBI passou dois anos a investigar uma suposta ligação entre a campanha de Trump de 2016 e a Rússia. Ele concluiu que a Rússia interferiu nas eleições com a intenção de beneficiar a campanha de Trump, embora não tenha encontrado nenhuma evidência de conspiração.