Web Summit arranca esta quarta-feira. Seis novidades desta versão digital

A Web Summit de 2020 vai decorrer em formato digital

A Web Summit de 2020 vai decorrer em formato digital – e houve que fazer adaptação de um evento que costuma juntar 70 mil pessoas entre FIL e Altice Arena, em Lisboa, para um evento que passou a ser feito em suporte digital e pode ser visionado a partir de qualquer fuso horário e a partir de qualquer ponto do mundo… desde que haja um ponto de acesso à Internet.

Seguem-se 6 novidades do evento que se realiza este ano em formato digital – e que deverá regressar a Lisboa quando a pandemia o permitir.

1- Mingle: é a atração do formato digital, que promete fazer furor junto de um perfil de utilizador que, devido à juventude ou à tradição das tecnologias, se distingue pela informalidade e pela facilidade de interpelação. Os períodos de Mingle estão agendados para períodos menos mexidos nos diferentes camais de transmissão e pretendem juntar desconhecidos com base nas descrições de perfil que apresentam. A escolha destes desconhecidos é feita por algoritmos de inteligência artificial. Se o encontro com a pessoa desconhecida tiver corrido bem, há a possibilidade de o repetir.

2- Canais em vez de palcos: Num evento que é suportado essencialmente por videoconferências, houve que substituir os palcos pelos canais. O Palco Central, que é também o principal, tem como réplica virtual o Channel Centre (a Web Summit está toda apresentada em inglês). É o canal que agrega não só os principais cabeças de cartaz, mas também maior diversidade de temáticas. Quem preferir debates sobre questões sociedades deve procurar o Channel Society, e quem é um aficionado das tecnologias terá possivelmente um lugar reservado para o Channel Builders. Em contrapartida, o Channel Creators tem por destinatários privilegiados produtores de conteúdos ou serviços na Internet, entre outras atividades que até poderão nem ser das mais tecnológicas. Destaque ainda para o facto de haver Roundtables (mesas redondas) com especialistas e gestores de startups, masterclasses (pequenos períodos de formação), e momentos reservados para falar com oradores, conferências de imprensa e sessões de perguntas e respostas abertas a não jornalistas. Mas há ainda um canal novo que pode ser encontrado… no ponto 3.

3- Canal Portugal: é a forma de manter a ligação da Web Summit a Portugal. Além de uma representação governamental de peso, o canal conta também com uma participação de Rui Rio, presidente do PSD, sobre o futuro do País, e ainda alguns dos mais ilustres líderes de startups portuguesas. Tudo leva a crer que os discursos serão feitos em inglês para captar a curiosidade internacional, mas não será de estranhar que acabe por revelar-se um canal feito maioritariamente para “português ver”.

4- A app: Continua a ser a peça-chave para o acesso ao evento – mas desta vez essa importância aumenta, visto que todo o evento decorre na Internet e todo o processo de inserção de códigos terá como ponto de partida a app. Tirando uma ou outra pesquisa ou os casos em que os utilizadores, eventualmente, prefiram ver/ouvir palestras no telemóvel ou no tablet, a app da Web Summit deverá assumir especial importância quando se expande para a versão Web, que permite acompanhar todo o evento a partir do computador. Tanto na versão Web como na versão App, continua a ser possível “seguir” oradores ou outras visitas, bem como iniciar conversa – mas nesta edição esta possibilidade de contacto ganha especial importância, uma vez que será provavelmente a única forma de comunicar com outras pessoas que estão noutro ponto do Globo

5- Ingressos: A organização aponta para um total de 100 mil visitas – sendo que 50 mil dessas visitas poderão vir dos bilhetes distribuídos por estudantes portugueses. Paddy Cosgrave, mentor da Web Summit, garante que o preço médio de cada ingresso está fixado em 25% do custo médio dos ingressos cobrados no evento convencional, que decorre num espaço físico. É um dos principais desafios do evento: garantir que toda a gente consegue aceder, sem falhas, burlas ou congestionamentos da plataforma.

6- Competição de startups: A competição de startups continua a decorrer nos moldes de sempre – mas poderá sair beneficiada do formato digital. No formato convencional, as várias eliminatórias decorrem em palcos secundários, que só captam a atenção de investidores mais perseverantes que se acotovelam para garantir lugares onde as apresentações de cada negócio são audíveis no meio da azáfama típica de uma feira. Agora, com a versão digital, tanto o curioso, como o engenhocas ou o investidor de risco podem ouvir cada pitch (apresentação rápida de um negócio de uma startup) com sossego e sem néons de stands ou conversas cruzadas da cadeira de trás.